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Resenha Para Que Eu Te Quero #3

domingo, 10 de junho de 2012



Labirinto - A Magia do Tempo (1986)


Frustrada por ter que ficar cuidando de seu irmãozinho mais uma vez em pleno fim de semana, Sarah, uma adolescente com muita imaginação, chama os goblins de seu livro favorito, "Labirinto", para levarem o menino embora. Quando o pequeno Toby realmente desaparece, Sarah precisa segui-lo até o mundo das fadas para resgatá-lo do malvado Rei Goblin! Guardando o castelo, está o próprio labirinto, um sistema complexo e enganador, habitado por personagens inacreditáveis e perigos desconhecidos.

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Estava pensando sobre filmes que de alguma maneira me marcaram e o primeiro nome que me veio à mente foi o filme "Labirinto, a Magia do Tempo". Só de pensar nele chego até a me emocionar. Tudo bem que eu só tinha 3 anos quando ele foi lançado, mas lembro muito bem que eu devia ter entre 4 e 5 anos e ia todos os fins de semana na locadora com meus pais e sempre locava esse filme. Lembro da minha mãe falando "Olha, tem esse filme aqui da Mônica. Tem esse outro da Betty Boop, tem um do Snoopy também". Eu sempre respondia "Eu posso levar um desses e Labirinto também?".

Para quem não conhece a história ela fala sobre Sarah uma garota que adora um livro chamado Labyrinth. Ela também perdeu a mãe e está revoltada por ter que cuidar do meio irmão Toby, para a madrasta e o pai saírem. Cai uma tempestade e o pobre coitado do Toby fica assustado e começa a chorar. Sarah se irrita com a criança e deseja que o Rei dos Gnomos, Jareth, leve seu irmão para o reino dele.

Quando ela percebe que o irmão sumiu, eis que aparece o Rei dos Gnomos avisando que o desejo dela se realizou. Sarah, arrependida, implora para que Jareth devolva seu irmão. Ele ainda tenta convencê-la de que a vida dela será melhor sem o irmãozinho mala. Sarah continua implorando e Jareth avisa que para recuperar o irmão ela terá 13 horas para atravessar um labirinto mágico e chegar ao centro, onde se encontra o seu castelo.


Ao atravessar o labirinto, Sarah acaba fazendo uma jornada de auto conhecimento. Alguns seres mágicos a ajudam e outros a atrapalham, mas o importante é o amadurecimento da personagem. E isso é bem notado no final, quando ela enfrenta Jareth e resiste à tentação representada por ele. A última cena do filme ficou gravada na minha mente, mas eu não vou estragar contando. Recomendadíssimo!




Resenha Para Que Eu Te Quero #2

terça-feira, 5 de junho de 2012






12 Homens e uma Sentença (1957)


Onze jurados estão convencidos que o réu é culpado por assassinato. O décimo segundo não tem dúvida sobre sua inocência. Henry Fonda faz o papel de Mr. Davis, o único que acredita na inocência do garoto. A história gira em torno de um julgamento, no qual um jovem porto-riquenho é acusado de ter matado o próprio pai.

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Esse filme além de ser um clássico é um dos meus preferidos. O filme começa em uma sala de um tribunal onde se anuncia que o júri, composto por 12 homens, se reunirá para decidir a sentença do réu. A partir daí os cenários da história se resumem a uma sala (onde o júri está reunido) e um banheiro.

O réu, um rapaz latino que já não tem lá uma ficha muito boa, é acusado de matar o pai esfaqueado. A pena, caso ele seja considerado culpado, é a de morte. Por esse motivo, a decisão do júri tem que ser unânime.

Quando 11 jurados votam "culpado" e apenas o jurado 8 (Henry Fonda) vota "não culpado" um grande mal estar se forma entre o grupo. A verdade é que apenas o jurado 8 (eles não possuem nomes no filme, só números) está preocupado com a decisão a respeito da morte de uma pessoa tão jovem, baseada em provas circunstanciais.

O filme dá aquela sensação de ocorrer em tempo real. Para reforçar o desconforto do grupo, o ar condicionado quebra e eles estão em uma sala sem ventilação. Mais um motivo para a maior parte do grupo querer tomar a decisão de maneira mais rápida (e irresponsável) possível.

O mais interessante é que a partir da argumentação e persuasão do jurado 8, os votos vão sendo mudados. O tempo todo eu me perguntava "mas eles não viram isso durante o julgamento?". Aliás, o fato de não vermos o julgamento faz com que, de alguma maneira, nós o vejamos sob 12 perspectivas diferentes. Os questionamentos do jurado 8 são tão simples, que parece que esse é o motivo de ninguém ter se questionado anteriormente. Um detalhe importante, é que em nenhum momento o jurado 8 defendeu a inocência do réu, apenas questionou durante todo o filme sobre a certeza da culpa dele. O grande questionamento do filme: "devemos mandar para a morte alguém que não temos certeza ser culpado?".

Além disso, o filme chama atenção para um ponto importante: o perigo que representa o julgamento. Nesse caso, cada jurado estava usando sua vida, suas emoções e o seu preconceito naquela tomada de decisão. E não seria assim em tudo o que fazemos na vida? Não nos deixamos levar pelas nossas experiências (positivas e negativas), emoções e pelos nossos preconceitos, muito mais do que pelos fatos em si, para julgar os outros?

Recomendadíssimo por ter o poder de prender nossa atenção do início ao fim e de nos fazer refletir sobre o comportamento humano.



Resenha Para Que Eu Te Quero #1

domingo, 29 de abril de 2012
Olá, hoje estreamos uma coluna nova aqui no blog: Resenha Para Que Eu Te Quero! Começamos falando da saga Millennium... Os homens que não amavam as mulheres (2009) ou A garota com a tatuagem de dragão (2012)?


Acho que é a primeira vez que vou falar sobre um filme que não é francês. Mas a questão é que sou tão fã, mas tão fã da série Millennium que me senti no direito de opinar.Vejam bem, assisti a trilogia Millennium e li o primeiro livro muito antes da notícia que o filme (lançado em 2009) teria um remake sendo lançado em 2012. Fiquei me perguntando "por que? por que? por que?" e ainda continuo.Confesso que nem estava interessada em assistir ao filme americano, mas ouvi falar que ele era muito superior ao sueco e além disso, sou fã do Daniel Craig (perdoa ele Senhor, ele não sabia o que estava fazendo quando aceitou fazer esse filme), então resolvi assistir.


O caso é que o filme não é ruim, eu até gostei, gostei mesmo, de verdade. Mas superar o original? Não mesmo! O Daniel estava bem na pele do Mikael, mas o caso é que nessa versão temos a impressão que o Mikael aceitou a proposta do milionário Vanger porque não tem mais nada para fazer. É algo como "então, fui processado e fiquei pobre... vou fazer essa investigação aí". No original o Mikael está com a corda no pescoço, precisa de dinheiro e ainda vai ter que cumprir pena pelo processo que sofreu. Talvez por isso ele pareça muito mais motivado a resolver o mistério da família Vanger em troca de alguma prova contra o homem que o processou.

 Quanto a atuação da Rooney Mara, não é que ela atue mal, é que não existe a mínima condição de se igualar e/ou superar a  Noomi Rapace. Inclusive, a Noomi foi cogitada para fazer o mesmo papel na versão americana, mas graças a Jáh não aceitou. Ao comparar os dois filmes, vemos que a Lisbeth do filme original é extremamente complexa e problemática. Não é muito de demonstrar emoções e parece se sentir incomodada com a presença de outros seres humanos. Apesar disso, desde o começo mostra um interesse na pessoa do Mikael, tanto que continua espionando ele ao longo do filme mesmo após a entrega do dossiê que tinha que fazer, até que oferece ajuda.



A Lisbeth Salander de 2012 não é tão complexa quanto a anterior. A sensação que dá assistindo ao filme é que ela está mais para uma adolescente revoltada (e um pouco irônica como o papel requer, é verdade). Não sei se é porque às vezes ele demonstra emoção "demais", coisa que na minha humilde opinião não cabe na personagem, ou porque ela aceitou tão facilmente o fato de estar apaixonada pelo Mikael.Um dos momentos que mais me irritou quando estive no cinema para assistir a versão americana, foi quando a Lisbeth falou para o Mikael numa boa porque estava em custódia do Estado. Por favor né? Como se não bastasse revelar o segredo do segundo filme, ainda reforçou mais a imagem de adolescente revoltada dela. Fiquei esperando ela falar algo tipo "Taquei fogo no meu pai porque ele falou mal do meu cabelo",o  bom é que o Mikael pareceu não dar muita importância ao fato de uma criança na faixa dos 12 anos colocar fogo no próprio pai, mas tudo bem.Tenho que ser justa em admitir que algumas informações e cenas que senti falta no filme sueco estavam presentes no americano e vice versa. Recomendo que todos assistam aos dois filmes pois não é uma perda de tempo."A garota com a tatuagem de dragão" é um bom filme sim, mas seria melhor se "Os homens que não amavam as mulheres" não existisse.

@deacarlasantos